domingo, 12 de dezembro de 2010

Profissionais do Turismo – Postura e Comportamento dos Guias Disney

4º post: somos mesmo bons representantes de nosso país e de nossas empresas?

Demorei para voltar a escrever, tivemos a reunião com os passageiros que viajarão em janeiro e isso me manteve um tanto ocupada. Ao mesmo tempo, tive nesta última sexta-feira a oportunidade de conhecer melhor o diretor comercial da Cardinal Operadora, o Benjamim – um verdadeiro exemplo de turismo levado a sério.

Quando falo em turismo levado a sério, me refiro ao modo como os profissionais deste mercado atuam e refletem através de uma postura ética que, apesar de muito prazeroso, nosso trabalho é pra valer. Essa postura ética, a meu ver, deveria vir no pacote de qualquer profissional, em qualquer área. Contudo, muito do que cada profissional transmite ao desempenhar o seu papel tem a ver com a cultura da empresa em que ele trabalha.

De acordo com o site www.administradores.com.br, na publicação de Jeronimo Mendes, todas as empresas, independentemente do tamanho, do segmento em que atuam e dos bens ou serviços que produzem, possuem cultura organizacional, formalmente instituída ou não. Elas possuem personalidade própria e podem ser rígidas ou flexíveis, apoiadoras ou hostis, inovadoras ou conservadoras, de cultura fraca ou cultura forte. Assim, a cultura organizacional é um sistema de valores compartilhados pelos seus membros, em todos os níveis, que diferencia uma organização das demais. Em última análise, trata-se de um conjunto de características-chave que a organização valoriza, compartilha e utiliza para atingir seus objetivos e adquirir a imortalidade.

Ok! Conceitos são bacanas, mas como é que tudo isso se aplica a você, que já é ou pretende ser um Guia Disney? Simples: ao carregar a bandeira de sua empresa pelos parques de Orlando, você automaticamente carrega sua cultura, sem perceber! Se é comum que em suas excursões a programação seja alterada com facilidade, é provável que sua empresa tenha um perfil mais flexível, por exemplo. Entretanto, o que fazer quando o guia não reflete a cultura da empresa que representa?

Como coordenadora de grupos em Orlando e responsável pelo treinamento da equipe, uma das coisas que prezo muito é o comportamento dos profissionais que conduzem os meus passageiros. E quando falo em “meus passageiros” estou refletindo também a cultura Gratur, na qual os colaboradores se envolvem a ponto de se referirem à empresa como se fossem os donos dela. Este comportamento, embora aparentemente percebido apenas durante as viagens, começa muito antes do embarque e se mostra nos detalhes mais impensados: perfis, textos e fotos publicados em redes sociais, por exemplo, são no mínimo reveladores, especialmente quando participar dessas redes sociais é cada vez mais comum, aos pais e aos filhos. Coloque-se no lugar de pais ou mães e pense: o que você gostaria de ver no perfil do Orkut do guia de seu filho?

Outro exemplo de comportamento que julgo fundamental é o respeito ao espaço e cultura do país onde você está. Se numa viagem aos Estados Unidos você observa que os americanos costumam manter uma distancia um pouco maior, permanecendo em silencio em filas, salas de esperas, e espaços públicos em geral, você os julga como frios e arrogantes e solta o famoso “eu sou brasileiro com muito orgulho com muito amor” para quem quiser ouvir, ou entra no jogo deles e passa a vivenciar o diferente, usando de respeito ao próximo?

RESUMINDO: ao carregar uma bandeira, você não só representa uma empresa, você representa o seu país. Realizar viagens internacionais e ainda receber para isso, por mais desgastante que seja, é um privilégio que nem todo mundo tem; e se é assim, por que não aproveitá-lo como uma oportunidade de mostrar lá fora que os brasileiros são sim um povo educado e gentil? Confesso que ouvir “brasileiro é tudo igual” no tom mais pejorativo que pode haver não é das coisas mais agradáveis, e não é assim que pretendo ser reconhecida lá fora. E você?

3 comentários:

  1. Luciiiii... muito bem colocado!!! Principalmente estas questões de comportamento relacionados a "brasileiro é tudo igual"!!! Difícil ouvir isso, e pior ainda é que muitas vezes nós mesmos dizemos isso pois presenciamos momentos exatamente assim, descritos por você!Dói de mais!!!
    E nós, como Dream Makers e exemplos, somos sim os responsáveis pelo comportamento do grupo todo!
    Por isso mesmo, cada dia mais me sinto bem em fazer parte DESTA cultura!
    Beijão... e ótimas colocações!!!
    Nina

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  2. Parabens mais uma vez!
    Mteixe

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  3. Tirou as palavras do meu coração, Lu querida.
    Excellent!

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